A Missão de Paz da ONU no Haiti: revisitando a participação brasileira
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Resumo
Entre os anos de 2004 e 2017, as Forças Armadas brasileiras estiveram presentes na Missão das Nações Unidas para a Estabilização
no Haiti. A Organização das Nações Unidas acompanhou a situação caótica do país por muitos anos, antes de reunir as condições para autorizar a intervenção de uma força de paz. O organismo mobilizou esforços de vários países que o integram, atribuindo o comando
militar da missão ao Brasil; comando exercido por generais do Exército Brasileiro que desempenharam a função de Force Commanders. Inicialmente, a missão objetivou prover a estabilização das condições de segurança do Haiti, contendo as ações de grupos criminosos, sustentando as atividades governamentais e garantindo a execução de eleições democráticas. Posteriormente, o rol de objetivos foi acrescido da organização de ajuda humanitária, da reconstrução estrutural de parte do país, entre outros. Ao longo de mais de 13 anos, o Brasil enviou 37,5 mil militares ao território haitiano, cerca de 30 mil do Exército. Enfrentando condições e desafios mais árduos do que imaginavam, como o contato com a extrema pobreza, a presença hostil de milícias e gangues que espalhavam a violência, a devastação causada por um terremoto, um furacão e por inundações, os militares brasileiros demonstraram versatilidade, profissionalismo, solidariedade, empatia e capacidade de superação das adversidades, escrevendo páginas na história assinaladas com traços de heroísmo, desprendimento, liderança e coesão. A MINUSTAH deixou muitas lições às pessoas e às Forças Armadas; conhecimentos que servem de legado às futuras gerações de peacekeepers (mantenedores da paz) e que se traduzem em um caso de sucesso.
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