Emprego do SARP na Marcha para o Combate e Ambiente Urbano, em Proveito da Infantaria Mecanizada
Resumo
O avanço das tecnologias no campo de batalha tem conferido às Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), também conhecidas como drones, um papel central nas operações militares contemporâneas. Conflitos recentes, como os da Síria, Nagorno-Karabakh e, sobretudo, a guerra entre Rússia e Ucrânia, evidenciaram o potencial disruptivo desses sistemas no apoio à manobra, à vigilância e à guerra informacional. A simplicidade, aliada à eficácia desses vetores, impõe às forças armadas o desafio de incorporá-los de forma estruturada e doutrinária.
Nesse contexto, o Exército Brasileiro avança na modernização de suas brigadas mecanizadas, com destaque para a integração dos Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas Categoria Zero (SARP Catg 0), como o DJI Mavic 3T. Este artigo apresenta uma análise aplicada do emprego desses sistemas em apoio à Brigada de Infantaria Mecanizada, com foco na Marcha para o Combate e nas Operações Urbanas. A partir de experiências práticas e da análise das capacidades dos equipamentos, são abordadas aplicações táticas, a capacitação dos operadores e propostas de padronização, visando a contribuir para a consolidação doutrinária do uso dos SARP na Força Terrestre.