Neuróticas de guerra

enfermeiras militares e as sequelas de uma experiência bélica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.52781/cmm.a159

Palavras-chave:

História da Enfermagem, Força Expedicionária Brasileira, Segunda Guerra Mundial, Neurose de Guerra, Micro-História

Resumo

Este artigo tem como objetivo discutir analiticamente o o processo de profissionalização da enfermagem que permitiu o voluntariado militar de mulheres para integrarem a Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial e as sequelas psicológicas que as atingiram como ex-combatentes. Utilizando o método histórico e uma abordagem micro-histórica, particularizamos os casos de duas enfermeiras, Altamira Pereira Valadares e Zilda Nogueira Rodrigues, diagnosticadas como neuróticas de guerra poucos anos após o regresso ao Brasil. Para sustentar a análise, utilizamos o conceito de trajetória. Nas considerações finais, pudemos perceber, na maneira como essas mulheres dedicaram intensamente o resto da vida à memória da guerra, a evidência sintomática de um trauma.

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Publicado

2025-08-04

Como Citar

MATA ROQUE, Daniel; ROCHA PORTO, Fernando. Neuróticas de guerra: enfermeiras militares e as sequelas de uma experiência bélica. Coleção Meira Mattos: revista das ciências militares, [S. l.], v. 19, n. 64, p. 105–123, 2025. DOI: 10.52781/cmm.a159. Disponível em: https://ebrevistas.eb.mil.br/RMM/article/view/12447. Acesso em: 12 fev. 2026.