O TEMPO E O LUGAR: SINTAXE CUBISTA EM PEÇA COM REPETIÇÕES, DE MARTIN CRIMP
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.8097344Palavras-chave:
Martin Crimp, teatro pós-dramático, cubismoResumo
Este artigo visa discutir as noções de tempo e espaço em consonância com a sintaxe cubista no texto teatral Peça com repetições (1989), de Martin Crimp. O estudo será fundamentado em teorias desenvolvidas por estudiosos da dramaturgia e na crítica de influentes teóricos da obra desse consagrado dramaturgo contemporâneo. O texto tematiza a problemática do anonimato do homem nos grandes centros e assume contornosnão realistas ao privilegiar uma estrutura não linear e desdobrar-se em diálogos desconcertantes, repletos de lacunas e repetições. A temática da repetição se instaura a partir do título e se dissemina ao longo da narrativa cênica, constituindo sua tessitura. Os planos temporais se apresentam numa sequência invertida de acontecimentos seguidos de repetições aparentes com diferentes tipos de resoluções. O jogo de planos espaciais e temporais entra em sintonia com a tendência cubista que traduz as suas representações plásticas através de reiterações das diversas faces ou planos de um mesmo objeto, mostrando a realidade de forma distorcida, transfigurando-se em ficção. Nas representações cênicas, a idéia de repetição se concretiza na tarefa de criação do espetáculo e em suas contínuas apresentações ao público.
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