TELEGRAFIA NO EXÉRCITO BRASILEIRO:
A PRÁTICA DIÁRIA PARA MANTER VIVA UMA CAPACIDADE ESTRATÉGICA E TÁTICA DE COMUNICAÇÕES
Palabras clave:
Telegrafia, Código morse, Comunicações militares, Rede rádio fixa, Resiliência operacionalResumen
O artigo analisa a importância da telegrafia como capacidade estratégica e tática essencial para o Comando e Controle (C2) do Exército Brasileiro. Em um cenário de crescente vulnerabilidade digital e dependência de infraestruturas tecnológicas, a telegrafia, operando na faixa de alta frequência (HF) por meio do código Morse (CW), permanece como meio de comunicação resiliente, autônomo e seguro. O estudo descreve a Rede Rádio Fixa (RRF) como alicerce do sistema de contingência militar, ressaltando suas vantagens técnicas - como baixo consumo energético, resistência a interferências e independência de satélites - e o papel do treinamento constante dos radiotelegrafistas. Conclui-se que a prática diária da telegrafia é vital para manter a prontidão operacional e a soberania comunicacional da Força Terrestre, comprovando o princípio de que, “quando o complexo falha, o simples prevalece”.