Monumento Liberazione: memória e representação da Força Expedicionária Brasileira na Itália
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Resumo
Segundo Joel Candau, “a pedra acolheu sempre a memória” (2005, p. 152). Nesse sentido, os monumentos, sejam eles de pedra ou bronze, são uma forma da sociedade expressar a memória constituída em um determinado momento. A escolha do local, a quem comemorar, como inaugurar e quando inaugurar, refletem o contexto político – social. Nesse sentido, a memória monumental tem sua escala de valores, e em função dos imprevistos da história, ela pode desfazer aquilo que ela ligou (Candau, 2005, p. 153), ou seja, ao mesmo tempo em que lembra, o monumento pode ser esquecido e perder todo seu sentido. Ainda segundo Candau, existem três objetivos na elaboração dos monumentos, honorífico e de transmissão, o terceiro, que nos interessa, que é o de provocar uma emoção junto aos visitantes, com o fim de obter sua adesão a um projeto político, reforçar a coesão nacional, etc (2005, p.154). Neste sentido ele ainda argumenta que os monumentos contribuem para a codificação memorial cuja matriz é uma jogada: trata-se de decidir que representações do passado vão ser reveladas, postas em cena e, eventualmente, partilhadas (Candau, 2005, p.154). A proposta deste trabalho é examinar a construção do Monumento Liberazione, em homenagem aos brasileiros, que fica nos arredores do Monte Castello, desde sua concepção inicial na década de 1970, que, naquele contexto, estaria a cargo do arquiteto Oscar Niemeyer, até a ideia de sua retomada, em meados da década de 1990, e inauguração de fato, no ano de 2001,
pela arquiteta Mary Vieira.
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