Companhias de Emboscada: uma inovação baiana que transcendeu o aspecto militar e abriu as portas para a brasilidade

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Cláudio Ricardo Hehl Forjaz

Abstract

 


O ano de 2024 marcou não somente os 400 anos do início das invasões holandesas à colônia luso-americana, também conhecida como a Guerra do Açúcar (1624-1654), mas também como o quarto centenário do florescimento da Guerra Brasílica. Da queda da capital do Brasil, Salvador, em maio de 1624, as companhias de emboscadas surgiram como um recurso da derrota militar para se tornarem o núcleo de concentração das forças e vontades de um povo que nascia para se transformar na mais bem sucedida experiência humana dos trópicos. Diferentemente das tropas regulares portuguesas, seus combatentes inovaram, aplicando o conhecimento do terreno e das armas que dispunham, e mais, investindo nos momentos em que o inimigo estava desprevenido. Assim, mesmo em inferioridade numérica e de poder de fogo, foram capazes de deter a avalanche estrangeira e mantê-la restrita a um espaço que, quando se fez presente uma força militar terrestre e naval a sua altura, pode desmantelá-la e levá-la à rendição, reconquistando a capital luso-americana. De soldados a capitães, seus componentes expulsariam de vez os invasores, e, como governadores, expandiriam as fronteiras do Brasil até o coração do continente.

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Ricardo Hehl Forjaz, C. (2026). Companhias de Emboscada: uma inovação baiana que transcendeu o aspecto militar e abriu as portas para a brasilidade. Bellum - Revista Do Centro De Estudos E Pesquisas De História Militar Do Exército, 2(2). Retrieved from https://ebrevistas.eb.mil.br/BELLUM/article/view/14081
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