O legado do espírito militar português e de Alexandre de Gusmão para a formação dos limites territoriais do brasil
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Resumen
Este artigo analisa o papel do espírito militar português na formação das fronteiras ocidentais do Brasil-Colônia, articulando aspectos culturais, religiosos, administrativos, cartográficos e diplomáticos. A investigação parte das origens templárias da identidade militar portuguesa e sua consolidação nas ordens de Santiago, Aviz e Cristo, avançando pelas ações estratégicas dos reinados de D. João III (r. 1521–1557) e D. Sebastião I (r. 1557–1578) — marcadas pela implementação de modelos administrativos como as capitanias hereditárias e o Governo-geral — até culminar na atuação diplomática de Alexandre de Gusmão e na aplicação da tese do Uti possidetis no Tratado de Madri (1750). A pesquisa fundamenta-se em fontes primárias e secundárias, adotando abordagem qualitativa e de longa duração. Os resultados evidenciam que o ethos militar português estruturou a ocupação e a defesa do território colonial, expressando-se não apenas nas ações armadas, mas também na produção cartográfica e na racionalidade jurídica da diplomacia ilustrada.
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